sexta-feira, 30 de abril de 2010

Fito-analgésico brasileiro


Hortelã tem sido usadas tradicionalmente no Brasil para a cura de várias doenças como dores de cabeça, dores estomacais, febre e gripe.
Agora, pela primeira vez, pesquisadores da Universidade de Newcastle foram capazes de provar cientificamente a atividade analgésica de Hyptis crenata - também conhecida como hortelã brasileira.

 Graciela Rocha e um exemplar de Hyptis crenata

A administração do chá em ratos, conduzida pela equipe liderada pela pesquisadora Graciela Rocha, mostrou que o preparado foi tão eficiente quanto a Indometacina.
Esta pesquisa foi apresentada no 2nd International Symposium on Medicinal and Nutraceutical Plants em New Delhi, India, e publicada na revista Acta Horticulturae.

Agora, a equipe da Universidade de Newcastle planeja desenvolver testes clínicos para descobrir como a hortelã age, efetivamente, para promover alívio da dor.

Graciela explica: "Desde que os primeiros humanos caminharam sobre a Terra, temos usado as plantas para proporcionar uma cura para nossas doenças - de fato, estima-se mais de 50.000 plantas são utilizadas em todo o mundo para fins medicinais."

"Além do uso tradicional, mais da metade de todos os medicamentos prescritos são baseados em uma molécula que ocorre naturalmente em uma planta."

"O que temos feito é levar uma planta que é amplamente utilizada para tratar a dor ecomprovado  cientificamente que funciona, tanto quanto algumas drogas sintéticas. Agora, o próximo passo é descobrir como e por que as plantas tem essa propriedade." 

O QUE O ESTUDO MOSTROU

A fim de imitar, tanto quanto possível o tratamento tradicional, a equipe da Universidade de Newcastle primeiro realizou uma pesquisa no Brasil para descobrir como o medicamento é geralmente preparado e quanto deve ser consumido.

O método mais comum era o de produzir uma decocção, um processo pelo qual as folhas secas são fervidas em água por 30 minutos e deixada arrefecer antes de ser bebido como um 'chá'.

A equipe descobriu que, quando a hortelã foi dada em uma dose semelhante à estipulada pelos médicos tradicionais, o medicamento era tão eficaz em aliviar a dor quanto a indometacina.

Graciela, é brasileira e se lembra de ter usado o chá como cura para todas as doenças da infância,  e acrescenta: "O sabor não é o que a maioria das pessoas aqui no Reino Unido reconhece como de hortelã."

Fonte:
Newcastle University (2009, November 24). Got a pain? Researchers test Brazilian mint as pain reliever. ScienceDaily. Retrieved April 30, 2010, clique aqui

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Leitura recomendada 




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Palitoxina

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Água desidratada


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domingo, 25 de abril de 2010

Paracelso

Acertou quem respondeu que Parcelso é o pseudônimo de Phillipus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim


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"Paracelso, em sua primeira aparição pública, queimou os trabalhos de Galeno e deu tributos apenas aos “Aforismos” de Hipócrates. Esse comportamento exasperado, característico de Paracelso, tenta demonstrar um certo radicalismo ao estabelecer que suas idéias, prevalecentes sobre dogmas pré-estabelecidos, têm o objetivo de exultar a necessidade em modificar-se o pensamento galênico. A teoria de Galeno, que estabelecia ser a doença baseada em quatro humores – o sangue, a urina, a bile e a atrabile, não tinha qualquer significado científico. Isso provocou um retardamento por muito tempo da evolução científica na medicina. E, foi exatamente contra isso que Paracelso manifestou-se publica e ardorosamente!
Paracelso foi considerado como um flamejante meteoro que aparece e desaparece muito rapidamente. Trazia consigo, entretanto, um desejo compulsivo de destruir o “velho”. Afora seus impulsos filosóficos, Paracelso revolucionou o conceito de medicina prática quando estabeleceu que cada doença tinha sua própria etiologia. Estabeleceu, com isso, o uso de substâncias químicas com finalidade terapêutica e a importância de águas minerais e drogas de origem vegetal. Ele imaginava que o tratamento de cada doença dar-se-ia com o uso exclusivo de um determinado medicamento (um pensamento reducionista que ainda opera, até certo grau, em nossos dias). Paracelso pode ser considerado o fundador da química medicinal (sob a forma da iatroquímica) porque ele considerava que a descoberta dessas substâncias químicas se constituiria num dos principais objetivos da arte médica. Seus pensamentos eram tão arraigados que ele nomeava as doenças de acordo com os remédios que usava, já que as artes médicas não emanavam do espírito de Deus, mas sim da imaginação humana."

Retirado de:
A química Medicinal na próxima década. Química Nova, 23 (1), 2000. para baixar clique aqui


Artigos interessantes:

Paracelso: mago e cientísta. Revista Superinteressante clique aqui

Os três princípios e a doença: a visão de dois filósofos químicos. Química Nova, 20 (5), 1997. clique aqui

sábado, 24 de abril de 2010

Novas evidências de que o chá verde auxilia na luta contra o glaucoma e outras doenças do globo ocular

(Crédito: iStockphoto / Tjasa Maticic)

Os cientistas confirmaram que as substâncias saudáveis encontrados no chá verde - famoso por seu poder antioxidante e de combate a doenças - conseguem penetrar nos tecidos do globo ocular.  Este novo relatório, o primeiro documentando como a retina e outros tecidos oculares absorvem essas substâncias, levanta a possibilidade de que o chá verde pode proteger contra o glaucoma e outras doenças oculares comuns.
Pui Chi Pang e colaboradores apontam que as catequinas, do chamado chá verde, estão entre uma série de antioxidantes que, possivelmente, são capazes de proteger os olhos. Estas incluem a vitamina C, vitamina E, luteína e zeaxantina. Até agora, porém, ninguém sabia se as catequinas do chá verde realmente poderiam ser direcionadas para os tecidos dos olhos após absorvidas no estômago e/ou no trato gastrointestinal.
Pang e seus colegas resolveram investigar esta possibilidade em experimentos com ratos de laboratório que beberam o chá verde. A análise dos tecidos oculares dos ratos evidenciou que as estruturas do olho absorviam grandes quantidades de catequinas diferentes. A retina, por exemplo, absorveu os mais altos níveis de galocatequina, enquanto o humor aquoso apresentou maior quantidade de epigalocatequina. 
Os efeitos das catequinas do chá verde na redução do estresse oxidativo prejudicial no olho durou até 20 horas. "Nossos resultados indicam que o consumo de chá verde poderia beneficiar o olho contra o estresse oxidativo", conclui o relatório.

Fonte: Science Daily, 20 de fevereiro de 2010

Artigo
Chu et al. Green Tea Catechins and Their Oxidative Protection in the Rat EyeJournal of Agricultural and Food Chemistry, 58 (3): 1523, 2010. (disponível pelo periódicos Capes)
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Chá verde


 Flores de Camellia sinensis
Família: Theaceae

Muito popular na China e no Japão, há pouco tempo começou a ser consumido com maior freqüência no ocidente, tradicional consumidor de chá preto, devido tanto a uma tendência orientalista, quanto às propriedades antioxidantes a ela atribuídas.
A preparação do chá verde difere um pouco dos chás tradicionais. A água não deve estar fervendo, pois do contrário as folhas acabam sendo cozidas e proporcionando um gosto amargo à bebida. O tempo de infusão também não deve ser maior que 3 minutos.

Fonte: Wikipédia

Artigos interessantes:
Teores de catequinas e teaflavinas em chás comercializados no Brasil. Ciênc. Tecnol. Aliment., 26(2): 401-407,  2006. clique aqui

Avaliação do Teor de polifenóis da Camellia sinensis (CHÁ VERDE). Revista Eletrônica de Farmácia
Suplemento Vol 2 (2), 164-167, 2005. clique aqui

Morfodiagnose da anatomia foliar e caulinar de Camellia sinensis(L.) Kuntze, Theaceae. Rev. bras. farmacogn.,, vol.16, n.4, 2006. clique aqui

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Farmácias Vivas


Mais uma boa notícia para a implantação da Fitoterapia no SUS.


PORTARIA N 886 DE 20 DE ABRIL DE 2010
Institui a Farmácia Viva no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições que lhe confere o inciso I, parágrafo único, do art. 87, da Constituição, e Considerando a Portaria nº 971/GM/MS, de 3 de maio de 2006, que aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde (SUS);
Considerando o Decreto nº 5.813, de 22 de junho de 2006, que aprova a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos e dá outras providências;
Considerando a Portaria Interministerial nº 2.960, de 9 de dezembro de 2008, que a prova o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos e cria o Comitê Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos;
Considerando que compete à direção nacional do SUS identificar os serviços estaduais e municipais de referência nacional para o estabelecimento de padrões técnicos de assistência à saúde, conforme disposto no inciso XI do art. 16 da Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990;
Considerando a Resolução nº 338, do Conselho Nacional de Saúde, de 6 de maio de 2004, que aprova a Política Nacional de Assistência Farmacêutica; e Considerando a necessidade de ampliação da oferta de fitoterápicos e de plantas medicinais que atenda à demanda e às necessidades locais, respeitando a legislação pertinente às necessidades do SUS na área, resolve:

Art. 1º Fica instituída, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, sob gestão estadual, municipal ou do Distrito Federal, a Farmácia Viva.
§ 1º A Farmácia viva, no contexto da Política Nacional de Assistência Farmacêutica, deverá realizar todas as etapas, desde o cultivo, a coleta, o processamento, o armazenamento de plantas medicinais, a manipulação e a dispensação de preparações magistrais e oficinais de plantas medicinais e fitoterápicos.
§ 2º Fica vedada a comercialização de plantas medicinais e fitoterápicos elaborados a partir das etapas mencionadas no parágrafo primeiro.
Art. 2º A Farmácia Viva fica sujeita ao disposto em regulamentação sanitária e ambiental específicas, a serem emanadas pelos órgãos regulamentadores afins.
Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
JOSÉ GOMES TEMPORÃO

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Campanha medicamento verdadeiro




Campanha orienta população sobre riscos dos medicamentos falsificados
“Quem compra falso arrisca a vida e perde dinheiro”. A dica faz parte do jingle de rádio produzido para a campanha “Medicamento Verdadeiro”, lançada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta segunda-feira (12/04), em Brasília (DF). O objetivo da campanha é orientar a população sobre os riscos do consumo de medicamentos falsificados.