sábado, 15 de maio de 2010

AVISO: AB1 Farmacognosia 2 e seminários

Prezados,

As médias do primeiro bimestre já se encontram no sistema. Sugiro que verifiquem as faltas, uma vez que algumas pessoas já se encontram próximas da reprovação. Quanto às notas da prova, elas estarão disponíveis no mural ao lado da minha sala na segunda-feira.

Att.
Sâmia

P.s. Anne não foi a única. Outros alunos merecem os parabéns! ;)
P.s. 2 As médias já estão com os "pontinhos" dos exercícios e os seminários.
P.s. 3 Quem estiver com a nota aparecendo zero ou FAL é porque faltou a uma das avaliações. Consequentemente, deverá repor o bimestre.

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Perguntas dos seminários

1) Palitoxina
 Qual (is) o (s) uso (s) da palitoxina?

2) Óleos essenciais na indústria farmacêutica
Dê exemplos de usos de óleos essenciais na industria farmacêutica.

3)  Inseticidas naturais

Dê exemplos de substâncias de origem natural  (mínimo 5) que são utilizadas como inseticidas indicando a que classe de produto natural elas pertecem.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Caju é rico em vitamina C e ferro



Globo reporter
Sexta-feira, 16/10/2009
A fruta é um poderoso tratamento natural, confirmado pela ciência, que recebeu o nome de acajumembrana. Uma película feita do suco de caju é indicada para tratar queimaduras e feridas

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Descrição pioneira de novas espécies de plantas em periódico que não tem versão impressa rompe com regra tradicional da nomenclatura botânica


A 'Solanum sanchez-vegae', endêmica do norte do Peru, é uma das quatro espécies vegetais descritas em um periódico on-line (foto: A. Cano - PLoS One). 

O mundo da botânica ganhou esta semana a descrição de quatro novas espécies do gênero Solanum. O artigo assinado por Sandra Knapp, do Museu de História Natural de Londres, passaria despercebido dentre as milhares de novas espécies vegetais descritas todo ano, não fosse por um detalhe: é o primeiro a ser publicado em um periódico que circula apenas em meio eletrônico – a revista PLoS One.
A nomeação das novas espécies de plantas é regida pelo centenário Código Internacional de Nomenclatura Botânica (ICBN, na sigla em inglês). De acordo com o artigo 29 do código, só são aceitos nomes propostos em artigos publicados em meio impresso, que possam ser fisicamente arquivados nas bibliotecas de jardins botânicos, museus e instituições de pesquisa.
A solução proposta para contornar essa restrição foi relativamente simples, conforme relata Knapp no artigo da PLoS One: "Uma separata deste documento foi produzida por um método que garante várias cópias impressas idênticas, simultaneamente distribuídas a fim de fornecer um registro público e permanente". A separata foi enviada na data de publicação a 11 instituições, e a PLoS se dispõe a remetê-la a outras bibliotecas que fizerem uma solicitação formal.
A flexibilização das vetustas regras de nomenclatura botânica chega em boa hora. A mudança é um reflexo das mudanças estruturais que a internet tem provocado na circulação do conhecimento e, em especial, na publicação científica. Um número cada vez maior de periódicos circula apenas em formato eletrônico – como as publicações do grupo PLoS (sigla em inglês para Biblioteca Pública de Ciência), que existem desde 2003 e são abertas ao público (ao contrário de muitas revistas científicas).
"O código vai evoluir e se adaptar às necessidades em mutação dos cientistas", afirma Sandra Knapp em comunicado distribuído à imprensa. A botânica terá provavelmente um papel central na viabilização dessas mudanças: ela presidirá o grupo de trabalho sobre nomenclatura do próximo Congresso Internacional de Botânica, a ser realizado em 2011 em Melbourne, Austrália – ocasião em que as regras do ICBN podem ser revistas.

As novas plantas
O artigo pioneiro de Knapp descreve quatro novas espécies de solanáceas, como são chamadas s integrantes do gênero Solanum. Esse é um dos gêneros mais abundantes do reino vegetal, com cerca de 1.500 espécies catalogadas, inclusive o tomate e a batata.
As novas espécies foram todas descobertas na América tropical. A Solanum aspersum é encontrada na Colômbia e no Equador; a S. luculentum, na Colômbia e na Venezuela; a S. sanchez-vegae, no norte do Peru; e a S. sousae, no sul do México.
Os dados sobre as espécies recém-descritas também estão disponíveis no Solanaceae Source, grande banco de dados on-line sobre as plantas do gênero Solanum.
 
Fonte:
Sinal dos Tempos
Bernardo Esteves
Ciência Hoje On-line

Fármacos genéricos: Importá-los até quando?



Editorial
Fármacos genéricos: Importá-los até quando?

          Em 2009, o mercado brasileiro de medicamentos foi estimado em R$ 25 bilhões, o que corresponde à décima posição mundial e a aproximadamente 12% do mercado global. Representa fatia considerável do mercado mundial e é o primeiro da América Latina.
          Os medicamentos podem ser classificados em fármacos, biofármacos e genéricos.
          De forma geral, estão incluídos entre os primeiros os fitofármacos e outras modalidades, sendo que a principal semelhança entre fármacos (considerados como o princípio ativo de um medicamento) e os biofármacos (originados de processos biotecnológicos) é sua comercialização por concessão de monopólio pelo Estado, através de carta patente concedida à empresa/instituição que o descobriu ou o inventou.
          As vendas de genéricos representam cerca de 8% do mercado brasileiro de medicamentos.
          São moléculas cuja patente expirou (ca. 20 anos após sua descoberta/invenção) e que, portanto, podem ser produzidas, distribuídas e comercializadas por qualquer laboratório ou empresa farmacêutica pública ou privada, desde que dentro dos marcos regulatórios vigentes determinados pela ANVISA.
          A Lei dos Genéricos (9787/99) estabeleceu o comércio de fármacos genéricos no País e determinou que estes tivessem seus preços finais ca. 40% inferior aos dos medicamentos protegidos por patente.
          Apesar dos avanços ocorridos em decorrência da Lei nº 9787/99, que facilitou aos brasileiros maior acesso aos medicamentos, as empresas farmacêuticas brasileiras dedicadas a esse segmento do setor de medicamentos limitam-se a formular e a embalar os princípios ativos (farmoquímicos) que importam de mercados produtores distantes (Índia, Coréia ou China, principalmente) , sangrando divisas do País e re-editando, em versão moderna, o “Caminho das Índias”.
          Considerando que os medicamentos genéricos são de origem sintética e que há competência acadêmica em Síntese Orgânica, no País, nos diversos Programas de Pós-Graduação com nível de excelência atribuído pela CAPES, poderemos envolver parte dessa expertise para estudar rotas de síntese conhecidas, descritas na literatura de patentes para fármacos genéricos.
          Ademais, poderemos ainda introduzir inovações relevantes nessas rotas ou desenvolver novas, originais e inéditas, a partir de insumos mais atraentes econômica e ambientalmente.
          Finalmente, poderemos também antecipar rotas originais para futuros fármacos genéricos que venham a ter sua proteção patentária vencida, nos capacitando a produzi-los localmente e, eventualmente, nos tornarmos um dos grandes fabricantes de farmoquímicos.
          O medicamento líder em vendas no mundo, que atingiu, em 2009, a cifra de US$ 13 bilhões, terá sua patente expirada em junho de 2011, o que representa uma grande oportunidade comercial nesse segmento de medicamentos genéricos.
          Há severos gargalos a serem superados nessa questão da produção de fármacos, genéricos ou não, no País.
          Vale registro a extrema carência, senão ausência completa, de laboratórios de escalonamento primário, certificados e capacitados para adaptarem rotas sintéticas desenvolvidas, com sucesso, em nível de bancada em laboratórios universitários, onde se trabalha, quando muito, em nível de centigramas.
          Promover a integração de capacidades, articulando o estudo de rotas sintéticas de medicamentos genéricos ou de novos fármacos, em escala de bancada, em mais de um laboratório acadêmico-universitá rio, identificados por suas competências específicas em determinadas rotas de síntese, incluindo-se a preparação dos insumos básicos necessários, dependerá, também, da existência desses laboratórios de escalonamento primário que poderão ser inovadores em modelo de gestão.
          Esses laboratórios para terem sucesso devem ser geridos através de comitês multi-institucionai s, rotativos, e terem a participação de representantes das empresas interessadas em projetos específicos, das agências financiadoras, das instituições de ciência e tecnologia participantes e dos pesquisadores envolvidos.
          Das moléculas protegidas por patentes no Brasil, apenas uma é resultado de pesquisas feitas no País.
          Isso é muito pouco para um mercado consumidor tão importante como o brasileiro.
          O investimento na síntese de fármacos genéricos, além de reduzir a dependência de genéricos importados, é um ótimo começo para o desenvolvimento de novos fármacos.
          É necessário que ações nesse sentido sejam de fato promovidas, pois somente trilhando esse caminho poderemos inibir a vocação de mero mercado consumidor de medicamentos. Antes tarde do que nunca!
Eliezer Jesus de Lacerda Barreiro (UFRJ)
Coordenador do Instituto Nacional de Ciência e
Tecnologia de Fármacos e Medicamentos
(INCT-INOFAR)
Angelo C. Pinto (UFRJ)
Editor JBCS
Membro da Comissão de Governança e
Acompanhamento - (INCT-INOFAR)
 
Fonte: Editoria do Journal of the Brazilian Chemical Society
http://jbcs.sbq.org.br/online/2010/vol21_n5/00c-editorial_21-5.pdf

Estudos com animais mostram que a uva reduz os fatores de risco para doenças cardíacas e diabetes


Credit: iStockphoto/Bota Horatiu

 Cientistas da University of Michigan Health System estão trazendo à tona teorias sobre  a redução de fatores de risco relacionados à doença cardiovascular e síndrome metabólica. causada pela ingestão de uvas O efeito é provavelmente devido à fitoquímicos - antioxidantes naturais - que as uvas contêm.
Resultados de estudos  com animais foram apresentados na convenção de Biologia Experimental, em Anaheim, Califórnia, e mostraram resultados animadores de uma dieta  enriquecida com uvas para a prevenção de fatores de risco para síndrome metabólica, condição que afeta um número estimado de 50 milhões de americanos e é frequentemente um precursor da diabetes tipo 2. 

Os pesquisadores estudaram o efeito de uvas de consumo comum (uma mistura de verde, uvas vermelhas e pretas), que foram misturadas em forma de pó e integradas na dieta de ratos de laboratório como parte de uma dieta rica em gorduras, no estilo americano. Todos os ratos utilizados eram de uma raça de suscetível a adquirir obesidade e foram submetidos a dieta hipercalórica.

Eles realizaram muitas comparações entre os ratos que consumiram a dieta enriquecida com uvas e os ratos controle, que não receberam o pó da uva.

Após três meses, os ratos que receberam a dieta enriquecida com uva apresentaram pressão arterial mais baixa, melhor função cardíaca e redução nos indicadores de rinflamação no coração e no sangue do que os ratos que não receberam o pó de uva. Os ratos em dieta enriquecida com uva também tiveram triglicerídeos mais baixos e melhor tolerância à glicose. Entretanto, apesar dos efeitos foram observados, os animais alimentados com uva não tiveram nenhuma mudança no peso corporal.

Os pesquisadores concluem que o estudo demonstra que uma dieta enriquecida com uvas podem ter efeitos amplos sobre o desenvolvimento de doença cardíaca e síndrome metabólica e fatores de risco as acompanham.

"A possível razão para a redução da síndrome metabólica é que os fitoquímicos agiram na proteção das células do coração contra os efeitos nocivos da síndrome metabólica. Nos ratos em dieta rica em uvas, a inflamação do coração e a função cardíaca mantiveram-se muito melhores", diz Steven Bolling, cirurgião cardíaco, da U-M Cardiovascular Center e chefe do U-M Cardioprotection Research Laboratory.

Os pesquisadores também observaram o aparecimento de sinais de inflamação, dano oxidativo e outros indicadores moleculares de stress cardíaco. Novamente, os ratos que consumiram o pó de uva apresentaram menores níveis desses marcadores do que os ratos que não receberam as uvas.

Não há nenhuma maneira mais aceita para diagnosticar a síndrome metabólica, que um conjunto de características: excesso de gordura abdominal (para os homens, uma cintura com 40 polegadas ou mais e para as mulheres, uma cintura medindo 35 polegadas ou mais); triglicérides elevados que podem levar a acúmulo nde gordura nas paredes das artérias, pressão arterial elevada; tolerância à glicose reduzida e elevados níveis de proteína C-reativa, um marcador de inflamação no corpo. As pessoas com síndrome metabólica têm um risco maior de doença cardiovascular e diabetes tipo 2. 
Mas o estudo da U-M sugere que é possível que o consumo de uva  altere a seqüência em declive que leva à doença cardíaca, prolongando o tempo entre o aparecimento dos sintomas e o tempo de diagnóstico. 
A redução desses fatores de risco podem retardar o aparecimento de diabetes ou doença cardíaca, ou diminuir a severidade das doenças, diz E. Mitchell Seymour, Ph.D., pesquisador chefe e gerente do U-MCardioprotection Research Laboratory.

Fonte: University of Michigan Health System (2010, May 10). Grapes reduce risk factors for heart disease and diabetes, animal study shows. ScienceDaily. Retrieved May 10, 2010, from http://www.sciencedaily.com­ /releases/2010/04/100426081024.htm


sexta-feira, 7 de maio de 2010

Chocolate amargo pode proteger o cérebro de dano por AVC

Foto: Credit: iStockphoto/Lasse Kristensen

Pesquisadores da Johns Hopkins descobriram que uma substância presente no chocolate amargo pode proteger o cérebro após um acidente vascular cerebral, aumentando os sinais celulares, já conhecidos, para proteger as células nervosas de danos.

Os pesquisadores descobriram que ratos alimentados com uma dose modesta de epicatequina - um composto encontrado naturalmente no chocolate amargo - noventa minutos antes da indução de acidente vascular cerebral isquêmico (essencialmente por corte de fornecimento de sangue para o cérebro dos animais) sofreram danos cerebrais significativamente menores do que os que não tinham recebido a medicação.
Enquanto a maioria dos tratamentos contra o acidente vascular cerebral em seres humanos têm que ser administrados dentro de uma janela de tempo de duas a três horas para serem  eficazes, a epicatequina pareceu limitar o dano neuronal quando administrado a ratos até 3,5 horas após um acidente vascular cerebral. Entretanto, quando administrada seis horas após um acidente vascular cerebral a substância não ofereceu proteção para as células do cérebro.

Fonte:
Johns Hopkins Medical Institutions (2010, May 5). How dark chocolate may guard against brain injury from stroke. ScienceDaily. Retrieved May 7, 2010, clique aqui

Artigo:
Zahoor A Shah, Rung-chi Li, Abdullah S Ahmad, Thomas W Kensler, Masayuki Yamamoto, Shyam Biswal and Sylvain Dor. The flavanol (−)-epicatechin prevents stroke damage through the Nrf2/HO1 pathway. Journal of Cerebral Blood Flow & Metabolism, 2010; DOI: 10.1038/jcbfm.2010.53

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Resveratrol pode proteger proteínas plasmáticas da oxidação em condições de estress oxidativo in vitro

As proteínas são vulneráveis ao estresse oxidativo, ou seja, ao ataque das espécies de oxigênio reativo causando consequentemente, a oxidação e formação de fragmentos carbonilados, produtos avançados de oxidação proteica (AOPPs) e, outros produtos indesejados da oxidação. Resveratrol, uma fitoalexina polifenólica encontrada abundantemente nas uvas e no vinho tinto, é um dos produtos naturais extensivamente estudados, com atividades biológicas como cardio-protetor, neuro-protetor, anti-envelhecimento, e anti-cancer. A maioria dos efeitos desses estilbenos é atribuída a sua propriedade antioxidante. No estudo atual nós avaliamos o papel do resveratrol na proteção à oxidação proteica no plasma após a indução in vitro ao estresse oxidativo. O estresse oxidativo induzido foi efetuado incubando-se o plasma com peróxido de terc-butila 10-5 mol L-1, o que acarretou em um aumento significativo das proteínas carboniladas do plasma (PCO) e dos AOPPs, e na diminuição dos grupos sulfidrilas (-SH). A presença do resveratrol protegeu as proteínas da oxidação, efeito esse dependente da concentração. Com base em nossos ensaios, os efeitos mostrados pelo resveratrol corroboraram evidências de uma propriedade antioxidante forte.

Resumo retirado de:
Pandey, KB & Rizvi, SI. Resveratrol May Protect Plasma Proteins from Oxidation under Conditions of Oxidative Stress In Vitro. J. Braz. Chem. Soc., Vol. 21, No. 5, 909-913, 2010. clique aqui